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Ernesto Antonini
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Memória Audiovisual


O youtube mudou as mémorias. Não fisica-neurológica, mas o modelo de arquivo de bons momentos. Aqui mostro uma parte deles: Hollywood night life!!!

 

Infected Mushroom at Vanguard - Janeiro/2008

Best Party ever =] PSYTRANCE, o meu TRANZE PSICODÉLICO!


August 27, 2008 | 11:08 AM Comments  0 comments



Music Time


P!nk - So what.

 

Tudo o que vou escrever hoje sobre esse vídeo é: P!nk arrasou com esse vídeo, deu show deixando muito cantora pora aí pra trás.

 


August 25, 2008 | 3:08 AM Comments  0 comments

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My own Hysteria Lane


Minha própria Hysteria Lane

É preciso tomar a decisão de posicionar a Hysteria Lane. Nascida no século XXI prescrita sob a influência da Wisteria Lane, que se transformada em adjetivo é o autocontrole. Já em sua contra-posição a Hysteria Lane conjuga-se como descontrolar. Para um início claro, os moradores de Hysteria Lane não possuem uma causo orgânica para tamanha insanidade, são inquilinos do desespero silenciado, mudo! Manifesta-se com distúrbios neuróticos, patologicamente semelhante a sua prima-irmã a Histeria. Os casos de Hysteria Lane desenvolven-se como em um labrirnto e cada segundo torna-se mais complexo esse labirindo psyco. A música que toca quem Hysteria Lane é o Psy Trance. Moradores estão no Hysteria Trance.

Caracterizada pela situação de pânico intensa, mas não declarada, o íntimo se corrói e em picos insandesidos se manifesta pela criatividade, mas também pela crise efêmera de descontrole. Conhecedores empíricos defendem como a morada da modernidade. As pessoas não falam, elas definen-se sem palavras. Hysterializar ou mudar-se para Hysteria Lane é dar liberdade ao pensar, questionar e extravazar, sem descontrolar. Aqui estou eu Hysterializando-me, tornando meu ser organicao controlado e meu ser neural descontroladado.

Descontrole preciso e oportuno. Descontrole controlado. Desespero mudo. Medo corajoso. Instabilidade cerebral. Estabilidade física. Insano. Irreal. Inesperado. Inevitável. Inebriante. Embriagante. Brilhante. Irresistível.

Quem chega ao estado de Hysteria Lane não quer mais sair.


August 19, 2008 | 10:08 AM Comments  0 comments



More TIG


TakingITGlobal

on Make Some Noise

 

Jennifer Corriero, co-founder of TakingITglobal.org - Interview:


August 16, 2008 | 3:08 AM Comments  0 comments



Trainspotting


Trainspotting

Análise do filme em relação às cores

 

Ernesto Antonini

Publicidade e propaganda

Psicodinâmica das Cores

 

O filme inicia sob um olhar verde. A luz é esverdeada, quando o narrador fala sobre escolhas. Dentro da casa aonde eles usam heroína há a forte presença da luz alaranjada e as roupas, móveis, e outros objetos de cena são em tons pastéis. A sensação é de um ambiente quente e aconchegante, porém perigoso. A primeira cena em que o narrador/protagonista falou em ter largado as drogas, o ambiente é bem iluminado e em locação externa em um campo com árvores ao fundo com a luz de um dia normal, assim como uma pessoa normal.

 

A primeira cena de delírio que é marcada pelo supositório de ópio tem sua transição do sóbrio para o desespero com a profusão de cores formada pelas janelas, nas quais Mark está na frente quando sente fortes dores de barriga. Quando Spud vai para um entrevista de emprego sob o efeito das drogas também ocorre uma certa confusão de cores, mais ao estilo Spud de delirar, um delírio confuso, indefinido e indeciso.

 

Na cena em que Begbie está contado sua história no bar ele estava vestido com uma camiseta branca e uma jaqueta jeans azul tradicional e estava sentado no meio de dois amigos com camisetas vermelhas e nas extremidades as camisetas dos outros amigos davam um tom de indiferença em relação ao resto dos atores e a luz estava avermelhada com três janelas ao fundo são vermelhas e alguns objetos de cena são em marrom, dando muito destaque para Begbie enquanto ele falava.

 

Nas cenas onde os três amigos estão com as parceiras sexuais, as cores aparecem com maior destaque, porém o vermelho se sobressai, principalmente com a mulher de cabelo curto que se envolve com o narrador, as cortinas são vermelhas, o sobretudo é vermelho e os quadros no quarto tem vermelho também e a luz é avermelhada, ainda no quarto dela é perceptível um urso de pelúcia vermelho e uma caixa de presente vermelha.

 

No momento em que o narrador está trancado no quarto após a overdose existem um grande esforço da direção de arte do filme. Essa direção de arte conta como um dos elementos a cor, não como fator único, mas que no conjunto agrega valor à cena. Ao primeiro ponto existe um forte contra ponto entre a parte exterior e a parte interna do quarto, as alterações de cor na porta ocasionadas pela luz deixam claro que o interno é o lado escuro e sombrio das drogas e do vício, enquanto a parte externa tem predomínio do branco que reflete a salvação e a valorização da família. As paredes do quarto e os lençóis compõem uma obra de arte que instiga ao insano e delírio, com cores que ressaltam o ponto central que é a menina vestida de vermelho sentada na cama. Contando inclusive com a incidência de uma luz laranja. Quando os pais do rapaz conversam com ele de forma séria ambos estão vestidos com cores claras e frias, enquanto rapaz continua com a roupa que remete ao delírio da abstinência.

 

Os outros atores quando aparecem para ele em sua crise também estão sob o efeito d as drogas e suas roupas são uma confusão/profusão de cores que demonstram mais do mesmo desequilíbrio. Quando Mark vai até o apartamento do amigo o qual foi detectado o vírus da AIDS, o amigo ainda com a mesma camiseta que Mark viu durante sua crise de abstinência enquanto Mark aparece com cores mais sóbrias e uma jaqueta com um contraste bem definido e uma forte luz branca na face, aparentado saúde e limpeza. Antes de Mark falar que seu teste foi negativo, a luz que batia sobre seu rosto era alaranjada.

 

A menina que tem relações com Mark aparece sempre com alguma peça de roupa em vermelho, incitado a libido e mais uma vez a cor alaranjada da luz é relacionada ao uso de drogas, dessa vez o Haxixe.

 

Logo que o filme passa para as primeiras cenas na cidade de Londres, aparecem as cores bem definidas e com contrastes estabelecidos claramente. As cores são vivas e naturais, aparentando ambiente normal. Logo após essas cenas aparece Mark vestido com um terno mostrando novamente os contrastes bem definidos, elementos que aparecem constantemente quando ele está sóbrio e ele está trabalhando em uma imobiliária.

 

Nas cenas que envolvem a heroína as cores não geram grande contraste e sempre estão em harmonia com a cor da droga que é injetada. Dessa forma, pode-se perder um pouco do destaque dado a droga e destacando a situação por completo.

 

Mark aparece em uma cena com uma camiseta de cor azul claro, demonstrado frieza e tranqüilidade ao roubar todo o dinheiro que eles tinham conseguido juntos revendendo heroína enquanto todos dormiam.

 

No balanço geral do filme ficam claras as utilizações das cores e dos contrastes para identificar determinadas situações chave. A luz alaranjada utilizada em objetos e figurinos em tons pastéis para definir o momento em que são utilizadas as drogas, fazendo referência ao calor e uma sensação prazerosa, porém perigosa e nessas cenas os contrastes são leves. Nas cenas marcadas pelo desespero ou delírio existem várias cores mixadas que junto aos formatos definem o delírio e geram uma confusão controlada no resultado ao expectador, na tentativa de repassar a sensação a que assiste ao filme. Nas cenas em que os atores aparecem sóbrios a luz é fria e mais estável, bem com distribuída forma mais homogênea e com menos sombras, transmitindo a sensação de tranqüilidade, porém certa infelicidade. E nas cenas que envolvem sexo há forte presença do vermelho nas roupas e outros elementos de cena, todas as vezes que a parceira de Mark aparece, ela está usando alguma peça em vermelho, exceto na primeira cena, na qual ainda é incerta a relação sexual.

 

Tudo que está relacionado a utilização das cores nesse filme, sejam através da iluminação, figurino ou objetos de cena está gerando sensações, para que o expectador chegue mais perto o possível das sensações causadas pela droga.

 

As cores nesse filme aparecem com uma forte presença para definir e diferenciar entre o certo e errado, entre a libido e a seriedade, entre a sanidade e o delírio. Sendo essas referências fortes para a completa e clara compreensão da proposta do filme. As cores aliadas à direção de arte fazem parte daquilo que ainda pode definir o cinema como arte e não apenas entretenimento e sim como rica fonte de expressão.

 

 

 

Chapecó, 12 de agosto de 2008.

 

 

 

Imagem: BlackFive.net


August 13, 2008 | 9:08 AM Comments  0 comments



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